quarta-feira, 25 de julho de 2012


Teve um dia para além de todos os vocábulos.
Em certo momento, visto que, essa ação seria sem retorno ou fim, deu um longo riso de valor incomparável a sua nova condição humana:
- Amanhã serás como gente crescida !
sorria ao espelho, encarando aquela roupa engraçada de longa faixa azul
E , do alto de sua imPECÁVEL mente, parte do tempo investido virou passado
porque num futuro, o corpo transcenderá o novo começo.
A noite acabou.
O vinho acabou.
sobraram as marcas.
Restaram as digitais.
E um canudo que deveria ser certificado.





segunda-feira, 2 de abril de 2012


Ando sonhando com sonhos...
E a maldita ideia anda corroendo meus já tão gastos neurônios...
Os trechos vão surgindo cheios de "E se fosse assim?"
Malditos Sonhos alheios que se transformaram em compulsões tão minhas


"O sonho é a pior das cocaínas, porque é a mais natural de todas. Assim se insinua nos hábitos com a facilidade que uma das outras não tem, se prova sem se querer, como um veneno dado. Não dói, não descora, não abate – mas a alma que dele usa fica incurável, porque não há maneira de se separar do seu veneno, que é ela mesma."

 'Livro do Desassossego'- Fernando Pessoa

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012




Enquanto ele jazia entre adormecido e desmaiado 
As folhas caiam sobre eles,
Os galos cantavam 
Trovoes insistiam em explodir mesmo sem chuva
Ambos Usufruíam o tempo oblíquo, 
E ela o observava com o coração quase a explodir de tão feliz
Sabia que com ele seria sempre assim
Enfim,ele era a pessoa certa pra beijar e a transformar num ser humano.
Passaram aquele dia entre prateleiras, plantas, pessoas...
Mas no fundo nenhum desses detalhes realmente importava
Afinal, pouco importava onde estariam, contanto que tivessem um ao outro.
E pra ela ele sempre seria esse misto amalucado de amado, amigo ,amante.
Bom, pra deixar claro,na vida dela ele já era imortal. 


sábado, 11 de fevereiro de 2012

Era domingo, e cinza era o céu. 
Mas, por dentro, a menina dos cachinhos vibrava compartilhando cores de euforia.
Com toda essa coisa de melodia incerta tocando ao fundo
Gritos por bolas rolando em distantes gramados 
Feito festa com bolo, balões e parabéns. 
Mais alguns quilos de lasanha, (por que não?).
E no instante em que as velas foram acesas, os olhos da menina de cachinhos brilharam.
Naquele momento os sorrisos eram tantos que já não serviam mais dentro de si e insistiam em escapar-lhe pelos olhos
E, no meio de todos aqueles que aos poucos se tornavam também seus.
Ambos sorriram um pro outro e formaram um par, outra vez sós no meio de todos.
Ele, trazendo novos tons pra ela todos os dias.
Ela, sorrindo uma paleta de cores,
Os dois conjugavam, cheios de verbos, canções descobertas, devaneios tolos, novos amigos divididos, risadas gritadas e familiares que vinham como presentes.
 
 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Estática
Todos os pelos erguidos
Todos os sentidos enaltecidos
Aquele vento Denso, profundo, cortante 
Proclamando-se abstrato em doses distorcidas
Bagunçando-me. Me encostando na parede. Me desconformando. 
Quero sentir o gosto transformador de me ver arrancada do meu lugar seguro, seco e quente 
por esse bravio relampiar

Hoje, todos que aqui habitam,tiveram direito a pelo menos alguns instantes de marinheiros


domingo, 18 de setembro de 2011


Mergulhava na imensidão azul, com borrões de espuma. 
Sem pestanejar, conseguia ler os sonhos pendurados nas nuvens
Quis dançar com as flores de todas as cores. vestir-se de vermelho,
 E andar de mãos dadas pelo lado mais ensolarado da rua
Hoje sinto sol-riso em mim.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

"Deixar amadurecer inteiramente, no âmago de si, nas trevas do indizível e do inconsciente, do inacessível a seu próprio intelecto, cada impressão e cada germe de sentimento e aguardar com profunda humildade e paciência a hora do parto de uma nova claridade"
Rainer Maria Rilke

sábado, 13 de agosto de 2011

quarta-feira, 10 de agosto de 2011


"Era uma vez uma garotinha que tinha cachinhos que pulavam
Ao chegar em sua alegre casinha , deitou-se preguiçosamente no sofá
E tentou, como sempre fazia, chutar os tênis
Que deveriam pular imediatamente pra fora de seus pezinhos finos
Infelizmente, por mais que se esforçasse em chutar os tênis. eles insistiam em ficar.
Depois de tristes dez minutos de sofrimento INTENSO
E de diversas tentativas de desfazer os malvados nós que ali haviam se infiltrado
A garotinha dos cachinhos que pulavam conseguiu tirar seus tênis
Em meio a crises de riso, gritos irritadiços e xingamentos a toda a geração do causador de seu mau."


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Você tem um jeitinho meio exclusivo de ser e fico toda feliz sempre que arranja tempo pra mim.
Depois de te encontrar começo a olhar as pessoas na rua de outra maneira.
O irmão mais velho que não tive encontrei na tua amizade 
Porque é para você que eu vou sempre que me aperta o coração 
Porque Aprecio estar contigo.
Mas não dá mais, por mais que me doa, 
Por mais que sinta que estou perdendo um precioso pedaço, não dá mais...
Ultimamente você anda assim, sem coração, cruel , fazendo piada dos meus sentimentos 
Não pensa em nada mais que não seja tu mesmo...
As boas palavras comigo acabaram, não aceita minha felicidade, 
Parece que cada vez que sorriu ,te machuco...
E essa nunca foi minha intenção
Não há uma única conversa  que não termine em discussão
Sinto tanto, mais tanto sua falta.
Mas me pedes pra escolher, entre duas pessoas que amo
Estou num beco sem saída
Sem base, sem topo...
Pedaço perdido em meio ao nada

Faço das palavras de Clarice minhas:
"Sinto a falta dele
como se me faltasse um dente na frente:
excruciante"

terça-feira, 26 de julho de 2011

E ela dormiu ao som da perfeita cantiga de ninar que eram as batidas do coração dele.
Nunca se sentira tão serena em toda sua curta longa vida
Descobrira , enfim , que seu lugar era e sempre seria ali
Na curva do pescoço de seu amado


Agora está vestida do nu mais bonito e puro que pode oferecer, 
Em meio a essa felicidade tão caótica, 
Sabe que sempre será esse misto de paz e perturbação, com um jeito distorcido,deturpado e desvairado...
Mas, pelo menos, atingiu um equilíbrio inédito.
Deixando de lado aquele hábito auto-destrutivo de sempre querer achar alguma falha em si  que explicasse - tinha de arrumar um motivo para não ser boa o bastante para merecer ser amada.
Combinou, perfeitamente,amor, harmonia e insanidade.
Aí sim deu vertigem, calafrio e até medo.
E ela quer que seja eterno,
Sabe que eterno é algo que não existe assim como o "pra sempre".
Mas agora, ela pode tudo, porque acredita e tem esperanças.



Por fim, a Lagarta tirou o narguilé da boca e dirigiu-se a Alice com uma voz lânguida e sonolenta.
"Quem é você?", disse a Lagarta.


Alice respondeu um pouco tímida: "Eu... Eu... No momento não sei, minha senhora...Pelo menos sei quem eu era quando me levantei hoje de manhã, mas acho que devo ter mudado várias vezes desde então".

"O que você quer dizer?", disse a Lagarta ríspida. "Explique-se!"

"Porque já não sou eu, entende?"
"Receio não poder me expressar mais claramente;Pois, para começo de conversa, não entendo a mim mesma."

sábado, 23 de julho de 2011


Porque a razão, reinando sozinha, restringe todo impulso.
 E a paixão, deixada a si é fogo que arde até sua própria destruição.
 Khalil Gibran
Ela resolveu sair pelo mundo...
Sem dizer nem tic nem tac
Ia mexer mundo
Levantar poeira por ai!!
É que todas as cores se misturam nos tons da saudade, 
algumas musiquinhas que falam do amor embalam o coração 
e os pensamentos disfrormes da menina que se enfeita pra dançar com a chuva

[é que ela muito gostava dos passos de (mu)dança]
Os olhos dela pediram verbalmente:
- Vamos desconhecer um ao outro.
..até a próxima.
mas no fundo espera que o menino venha de vez
preencher o coração
ainda corre em vez de andar
ama pra ser
e poder se (a)guar(dar). 
Porque unidos à garoa e ao tempo do inverno, assopram os ventos que mudam direções.



O coração chora, se parte, enlouquece...
Mas a razão, senhora do seu domínio, controla tudo com mãos de ferro. 
Fazendo de tudo para convencer o coração de que foi o melhor a fazer...
 Porque, quem sabe convencendo-o consegue convencer-se

Mãe!! - gritou, agarrada as cobertas.Os olhos, cheios de pânico 
-  Tem um pensamento debaixo da minha cama, que não me deixa dormir tira ele de lá ?!?!